Ahora bodeguero, Carlos Ghosn advierte: “Nissan y Renault son débiles y pueden abandonar Brasil”

“Si lanzás un libanés al mar, volverá nadando a la costa con un pez entre sus dientes”, dice Carlos Ghosn. “Pero también hay otro proverbio libanés: si querés ganar dinero, nunca inviertas en vinos”, agregó.

El ex CEO de la alianza Nissan-Renault-Mitsubishi -además de fugitivo en causas por fraude y evasión impositiva de la Justicia japonesa- pronunció esas dos frases curiosamente contradictorias al inaugurar Ixsir (“Elixir”), su flamante bodega en Líbano.

Ghosn nació en Brasil, es descendiente de libaneses y se educó en Francia. Eligió Beirut y sus viñedos cercanos para encontrar refugio ante el pedido de extradición de Japón: se fugó de ese país tras haber sido acusado de malversación de fondos del gigante automotor que forjó con sus propias ideas.

Desde entonces, Ghosn no oculta que busca venganza: quiere contarle a todo el mundo las condiciones de arresto con aislamiento e incomunicación al que lo sometieron las autoridades japonesas. Y la traición que sintió por parte de los ejecutivos japoneses de Nissan (ver video abajo).

En ese contexto, Ghosn brindó una entrevista a la Revista Veja (Brasil) donde realizó declaraciones explosivas: aseguró que Nissan y Renault podrían abandonar el país vecino, luego de un proceso de inversión e industrialización de 15 años, que el propio Ghosn ayudó a construir.

* Declaraciones de Ghosn a Veja: “Los actores débiles y poco organizados del sector automotor serán los primeros en abandonar ante la primera oportunidad. Eso debe abrir más espacio para los fabricantes más fuertes y mejor organizados. No estoy preocupado por la recuperación de la industria, porque es un hecho que ya está ocurriendo. Pero ahora, sin dudas, el número de competidores va a disminuir. Los más débiles van a abandonar Brasil, algo que siempre ocurre en las grandes crisis. Y entre esos débiles cito a la Alianza Nissan-Renault, porque para competir en Brasil es preciso tener fábricas fuertes, con voluntad de superar los ciclos específicos de la economía local. Y, si la empresa no tiene esa voluntad, se la va a pasar saliendo y entrando del mercado, despidiendo y contratando, parando y retomando. Ese Stop&Go es muy malo para la marca y para los empleados”.

En febrero, el actual CEO de Renault, Luca De Meo, realizó una autocrítica sobre el desempeño de Renault en Brasil. Anunció despidos, pero también inversiones en nuevos desarrollos (ver nota).

La entrevista completa de Ghosn con Veja se puede leer acá abajo.

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VIDEO: La acusación de Carlos Ghosn

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Nota de la Revista Veja 
Carlos Ghosn vê chance de Nissan e Renault deixarem o Brasil

Por Larissa Quintino

Até o episódio de sua prisão no Japão e sua fuga para o Líbano, Carlos Ghosn nem de longe precisava se preocupar com sua reputação. Era um nome forte, senão o mais forte, da indústria automobilística mundial. Filho de imigrantes libaneses nascido em Porto Velho, Rondônia, o executivo está afastado do setor que o levou a fama. Apesar de concentrar todos seus esforços para provar sua inocência, ele ainda fala com propriedade da indústria que o deu notoriedade. Segundo Ghosn, por mais que a pandemia tenha tido efeito grande nos negócios, não há uma ruptura no setor automotivo. Porém, a crise tende a separar as empresas melhores administradas das outras. Até mesmo no Brasil, que o setor vem sofrendo mais e está com diversas fábricas fechadas, ele vê que a reação deve acontecer. Tudo isso terá um preço, no entanto: algumas empresas ficarão pelo caminho e as previsões de Ghosn afetam justamente as empresas que ele presidia e que o levaram à prisão. “Os mais fracos vão sair do Brasil, o que sempre acontece em grandes crises. Dentre os mais fracos, cito a Aliança (Nissan-Renault)”, disse, em entrevista a VEJA, a partir de Beirute, no Líbano. Ghosn e sua esposa, Carole, acabaram de lançar o livro Juntos, sempre pela editora Intrínseca.

-Como o senhor enxerga os efeitos da Covid-19 no setor automotivo? As consequências diminuirão a importância do setor?
-O impacto da Covid-19 sobre a indústria automotiva foi muito ruim, assim como em outras atividades. Agora, os resultados de 2020 mostraram que algumas montadoras foram bem. A Toyota e a Volkswagen, por exemplo, se saíram bem, enquanto outras companhias que já estavam fracas antes da crise, caíram bem mais, como a própria Aliança (Nissan-Renault). Acredito que a pandemia de Covid-19 vai conseguir fazer a distinção entre as empresas bem produtivas, organizadas, com visão de futuro e tecnologia, e o restante, que vai ficar bem para trás. Não acho que vai ter um impacto muito importante sobre a dimensão do mercado automobilístico, porque, pouco a pouco, a mobilidade deve retornar. Algumas pessoas podem se questionar se vão viajar, se hospedar em hotéis, mas certamente não vão deixar de usar os carros, que são uma mobilidade independente. O mercado vai voltar com força. Com a vacinação em massa, talvez em 2022, o setor, aos poucos, vai voltar à normalidade, mas a uma realidade transformada pela tecnologia. O segmento que mais resistiu à crise foi o de carros elétricos. Ou seja, a transformação tecnológica dos automóveis vai acelerar após a pandemia.

-No caso do Brasil, nós tivemos a Ford deixando o país. A crise global de suprimentos e o recrudescimento da pandemia fez fábricas fecharem novamente. Vendo todo esse cenário, o senhor enxerga uma perda de relevância do Brasil no mercado automobilístico mundial?
-Os atores fracos e pouco organizados do setor automobilístico vão sair na primeira oportunidade. Isso deve abrir mais espaço para montadoras mais fortes e melhores organizadas. Eu não estou preocupado com a recuperação da indústria, porque vai voltar. Mas, agora, o número de concorrentes certamente vai diminuir. Os mais fracos vão sair do Brasil, o que sempre acontece em grandes crises. Dentre os mais fracos, cito a Aliança (entre Nissan e Renault), porque para competir no Brasil é preciso ter uma montadora forte, com vontade de superar os ciclos específicos da economia local, e, se a empresa não tem essa vontade, vai ficar o tempo inteiro saindo e entrando do país, demitindo e contratando, parando e retornando. Esse stop and go é muito ruim para a marca e para os empregados.

-O senhor ainda tem família morando no Brasil?
-Sim. Tenho a minha mãe que mora no Rio de Janeiro, duas irmãs e outros familiares. Eles estão sofrendo porque não estavam acostumados com o fechamento total da economia, enquanto nós, que já vivemos no Líbano e em países europeus, já fomos confrontados com esse confinamento há muito tempo.

-Como o senhor enxerga a condução da pandemia no Brasil?
-Existem duas respostas possíveis. A primeira é de que a campanha de vacinação em massa está acontecendo. A segunda é de que aqueles ‘gestos de salvação’, como o uso de máscara e a adoção do distanciamento social entre as pessoas, foram muito eficientes em outros países. E agora o Brasil está impondo essas regras de uma forma mais rigorosa. Eu tenho a esperança de que a crise nacional, mesmo aguda neste momento, não deve demorar muito para passar. Pouco a pouco, a normalidade vai retornar, mas isso ainda pode demorar alguns meses. Esse tempo desagradável de confinamento é necessário para frear o contágio pela doença.

-Como foi a relação com o governo brasileiro durante sua prisão no Japão e a ida para o Líbano?
-Não tive nenhuma posição oficial do Brasil. Nós queríamos algum suporte do governo, mas obtivemos uma posição de neutralidade. Alguns setores queriam, sim, ajudar, mas outros optaram pela neutralidade em função do relacionamento do Brasil com o Japão. No fim das contas, eu entendo a posição brasileira porque eu não estava chefiando uma grande empresa do país. Eu não fui para o Japão como chefe da Petrobras, por exemplo. Se eu fosse presidente de uma grande empresa brasileira e acabasse preso no Japão, eu esperaria uma ajuda do governo. No meu caso específico, essa tarefa caberia ao governo francês, porque eu fui para o Japão como presidente da Renault, carregado de interesses franceses, e com a missão de fortalecer as relações com a Aliança.

-O senhor tem planos de voltar ao Brasil?
-Sim, com certeza. O dia em que eu conseguir remover o Red Notice (alerta vermelho) da Interpol, que os japoneses pediram e eu estou realmente convertendo isso, vou visitar minha mãe, minhas irmãs, meus familiares. Eu vou voltar para o Brasil, porque tenho muitos amigos lá, afinal, é o meu país de nascimento. Sempre mantive contato muito estreito com o Brasil e essa certamente será uma das minhas primeiras viagens.

Outro lado

Tanto Nissan quanto Renault não comentam sobre o caso Carlos Ghosn, mas informaram que estão comprometidas a investir no Brasil pelos próximos anos. “Não temos planos de sair. Acabamos de lançar um produto novo, fabricado em Resende”, afirma a montadora japonesa que recentemente lançou uma nova versão do Kicks, fabricado no Rio de Janeiro.

A Renault afirma que lançará “cinco novidades até o primeiro semestre de 2022, incluindo a renovação de veículos da gama atual e um motor turbo, que será importado. Além disso, serão lançados dois veículos elétricos no mesmo período”. Segundo a empresa, houve um investimento recente de 1,1 bilhão de reais no país, e “reafirma a importância do mercado brasileiro para o Grupo Renault.”

Ambas empresas anunciaram fechamento temporário de fábricas, por causa do aumento de casos da Covid-19 no país. A planta da Renault em São José dos Pinhais (PR) interrompeu as atividades no dia 29 de março e planeja volta para 5 de abril. A Nissan parou a fábrica de Resende (RJ) e deu férias coletivas para seus funcionários entre 26 de março e 9 de abril.

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90 Comentarios

  1. WALDOrobert dice:

    que genio el enano este jajajaja lindo pais libano con su guerrilla religiosa extremista !!! un pais del tamaño de tucuman con el “ERP” con la mitad del territorio jaja

  2. TatoFXC dice:

    Lindo escondite encontró, “relájate y Ghosn”…

  3. Marcelo-Canalla dice:

    Y si Carlitos, viendo el portfolio paupérrimo que dejaste en Latam y como te encargaste destrozar sistemáticamente la imagen de marca (al menos de Renault), no sería de extrañar que le sea dificil a De Meo sostener el muerto que dejaste.
    Pensé que ‘la charlatanería política’ era solo patrimonio cultural argentino

    • ap2017 dice:

      No, tenes turquia, india, libano, Arabia saudita, etc. No estamos solos. Son muy parecidos a nosotros pero con la religion (cada cultura, la suya) mas extremada, si encontras algun pais con gran peso de alguna religion que sea desarrolado, contame.

      En general los paises que mas se han desarrollado, tienen religiones menos extremas o anticuadas que aquellos mas atrasados. Aplica a los latinos por supuesto, pero muy lejos de aquellos que todavia estan en las peleas de razas, eso es del milenio pasado. Pero todos comparten una linea en comun

      • WALDOrobert dice:

        mas bien te diria que a medida que las sociedades se han educado, han dejado a la religion de lado como algo central en la vida de la mayoria de las personas

        • ap2017 dice:

          asi es, digamos no desaparece, simplemente dejan de ser algo central que marca el comportamiento de su sociedad. pensar que tenemos ley de aborto recien desde 2020 cuando los alemanes lo regularon en 1970… 1970.. medio siglo antes.

          la prostitucion es legal desde los 2000 en alemania, porque legalizar es regular, esta gente entendio que prohibir los aumentos no evita los aumentos, solo evita que se siga publicando el aumento. pongo el ejemplo porque aborto y sexo/castidad/prostitucion es una de los pilares del atraso que generan ciertas religiones, sumado a la “marketinizacion” de la pobreza, su target de cliente (si, cliente).

      • ismael dice:

        Es broma? No conocés USA? Te crees que USA es el que muestran las películas? La religión tiene un poder increíble

        En Alemania, católicos y protestantes son fuertísimos, mucho más fuertes que en Argentina. Andá a abrir un negocio en Alemania un Domingo y después contame.

        Conozco gente de Dubai, hice negocios con ellos, hiper religiosos.

        • WALDOrobert dice:

          ismael, en europa en gral pasa por otro lado, cada vez cobran mas y laburan menos y no es una cuestion religiosa, es algo “nuevo” de estas ultimas decadas, amen de mayor productividad.
          En usa, son un mosaico de muchos colores, igualmente la religiosidad cae en las urbes, el unico lugar donde se mantiene es en la poblacion rural que por el motivo que fuera, historicamente (hace 70-50 años) son republicanos y cristianos.

        • ismael dice:

          La verdad que no es así Waldo. En Alemania por ejemplo, la gente sigue pagando el “diezmo” y hay partidos políticos religiosos, incluso están en parte del gobierno.

          En USA es una locura el Poder que tienen. Yo tengo familia y amigos. Son muy poderosos, y están íntimamente relacionados con el Partido Republicano. Acá hay Iglesia Bautista para diplomaticos y empleados de la embajada y de empresas americanas. A mí me invitaron

        • ap2017 dice:

          la religion protestante es mucho mas moderna que la catolica, es menos extrema. cuanto mas extrema la religion en sus valores, mas daño genera en las sociedades. te di el ejemplo de toda la region donde todavia se matan por ideologia de raza, esa gente esta un milenio atrasada, pero se sustenta en creencia religiosas muy extremas

        • titus dice:

          en alemania tenes que pagar a la religion que profesas de tu pecunio.

        • WALDOrobert dice:

          ismael, si ves proyeccion historica, vas a entender mejor lo que digo, sino quedate con el “tienen mucho poder” y a otra cosa.

        • ismael dice:

          Nosotros somos de familia alemana, esto es una realidad en Alemania. Están en el gobierno, y no hay alianza que pueda gobernar sin acordar con ellos.

          Uds confunden o conciben el Poder como dominio absoluto, pero eso hoy no existe.

          En Argentina la religión no tiene ningún poder político, pero tuvimos un Rabino como ministro de medio ambiente, y eso no es gratis, no le dan un Ministerio por ser alto y ruidoso. Fuera de eso, no hay peso político de un grupo religioso, solo algún peso social en grupos reducidos.

          Donde la religión sigue pisando fuerte es en el mundo empresario. Hay algunos empresarios argentinos que hacen grandes negocios, y son muy religiosos. El caso más emblemático es Eduardo Elzstain, pero también hay muchos empresarios musulmanes, y cristianos de todo tipo (protestantes, católicos, cristianos armenios, de todo) que son empresarios que juegan en primera

        • ismael dice:

          Desde luego, el empresario cristiano por excelencia es Goyo, pero no es un caso aislado

        • WALDOrobert dice:

          ismael, no confundo nada, lea mi primer comentario de nuevo sin que se le salten los tapones, adios

      • FRUTILLO71 dice:

        AcA los fundamentalistas religiosos son los perukas

      • DANILO dice:

        Coincido: “La pobreza de los pueblos es directamente proporcional a su fanatismo religioso”

        Las religiones y los populismos, cultivan el pobrismo, lo primitivo y la fácil dominación del ignorante, nivelando todo para abajo.

      • Don Diego dice:

        Si me permitís, con todo respeto, sacaría de ese listado a Turquía y Arabia Saudita; pero sumaría a Iran, Irak, Siria, Palestina, Afganistán, Pakistán, Yemen, Jordania…

    • Esteban dice:

      Los CEOs son altamente políticos y en las altas esferas de cualquier compañia mediana o grande, se hace mucha política todo el tiempo (CEOs, CTOs, COOs, CFOs, etc.), con los mismos vicios de la política pública: demagogia, falsas promesas, traiciones, etc.

      • ismael dice:

        +1 Tuve que lidiar con gente olvidable

        • Don Diego dice:

          mmmm…. Familia alemana, criticando judíos… Me parece que se le ve el bigote… Y la mano levantada…

      • ap2017 dice:

        en las grandes multinacionales si, ya que parte de globalizarse es tener que tratar con regulaciones y leyes, que surgen de la politica. son la misma marroneada, por sutileza.

        pero no aplica al ceo de una empresa mediana, incluso si trabaja en varios paises. tampoco el extremo.

        • ismael dice:

          El CEO y demás, como nombra Esteban, no es quien se ocupa de lidiar con políticos, para eso está “Asuntos Institucionales” o “Relaciones Gubernamentales”, y suelen ser abogados con gran capacidad de diálogo. Los distintos CEO suele estar en otra

        • Esteban dice:

          Usan la política de manera interna todo el tiempo, en sus relaciones con sus colegas, con empleados, con clientes, etc.

          La política, per se, no es mala palabra. Es, incluso, necesaria en varios ámbitos. El problema son los vicios de quienes la ejercen.

    • Ceesars dice:

      No culpes al CEO solamente hay un presidente regional de cada marca que es mas responsable aun de que eso ocurra.

  4. Chelos dice:

    CEO experto en tirar por la borda, años de imagen de marca. Eso es lo que hizo con RENAULT en LATAM

    Al comienzo los numeros les cerraba vendiendo estas p*****as de DACIA….ahora, parece que no.

  5. UNDERGROUND dice:

    Ya se fué Ford, ¿La próxima será Renault-Nissan? Lo dudo, les encanta vendernos bananas y Garotos a precio de Ferrero Rocher…

  6. Mariano80 dice:

    Habló el “Rial” de la Industria Automotriz!!

  7. El Carpo dice:

    Tremendo fantasma.
    Debería llamarse “Carlos Ghost”

  8. yatelito dice:

    Buen boliche se armó Carlitos, Libano sus contrastes y hermosas playas lo demás zaraza hoy no es nadie en la industria del auto

  9. ismael dice:

    Y así y todo, este ladri es el padre de la masificación del auto eléctrico

  10. Overrated Tesla dice:

    Otro que fuma debajo del agua…

  11. Sapporo dice:

    Libano. En 2019 tenia 3 % de inflacion, crisis y en 2020 sube a 84% ,55% de pobres. Crisis cambiaria. Deuda. Libano entro en default con los organismos internacionales en 2020, es el unico pais en Default que no pudo acordar. Exactamente el dia que Argentina y Ecuador llegan a un acuerdo por su Deuda para no entrar en Default, ese mismo dia, explota medio Beirut con 200 muertos ( favor no asociar ).

    • Juan37- dice:

      Argentina había quedado en default en el 2019 con MM, pero prefirieron llamarle “REPERFILAMIENTO”, y a la fuga de capitales le llamaban “Formación de activos externos”…..

      Salimos de la crisis económica de la pandemia de “peste amarilla” y entramos a la pandemia del coronavirus…..

      • WALDOrobert dice:

        y en dic 2015 habia sentencia firme con acreedores por 15 mil palos. En Ago 2019 cuando “volvian” se fue todo a la miercoles, explotando el riesgo pais que incluso despues de renegociar con los acreedores, no baja !!! “ustedes” no son ni buenos ni malos, son incorregibles !!!

        • ismael dice:

          La Pato Bullrich y Cristian Rotondo no se corrigieron?!

        • WALDOrobert dice:

          la ex montonera parece que si jajaja ritondo no me mueve el amperimetro jajaja igual los peronistas y los demas estan por negocios, no por ideologia, pero la vision peroncha es la de venezuela o la de la italia fascista, ninguna de las 2 van para mi !!!

        • ismael dice:

          Ritondo no te moverá el amperímetro, pero el peroncho es Presidente del Bloque PRO, asigna cargos, roles, tiene poder. Santilli también es peronista, y ni hablar de Pichetto

          Eduardo Amadeo, el paladín de los autos artesanales y todo ese cuento que quedó en la nada, también es peronista.

        • WALDOrobert dice:

          ismael, lo de la ley ya se reglamento !! y hay autos que pueden homologarse bajo dicha ley

        • indio dice:

          Casi todos los políticos son peronistas si vamos al caso, nadie se quiere quedar sin su porción de la torta.

      • OTEROS TOY dice:

        Vos sos el intelectual que espera que el peronismo nos cambie la vida. Perón hizo una sola cosa bien y fue industrializar el país, pero luego todo humo y ahora mas humo.

        • Bilardista dice:

          y en el 74 librar guerra contra la Subversión. Ese fue el Perón que mas sirvió en su vida

      • ezeq26 dice:

        Lo que me da mas bronca de Ks como Juan, es que se olvidan de como estabámos hasta el 201 (MAL!) , que MM haya agravado la cosa? No me cabe ninguna duda, pero siempre critican, sin reconocer NI UN SOLO PROBLEMA de la gestión de ellos.
        Inflacion? Inseguridad? Corrupción? Cepo por falta de reservas? Pobreza? Parece que son todos problemas que nacieron en el 2016 … antes, éramos Noruega.

        • Bilardista dice:

          No te debería por que dar bronca Eze. Ellos son negadores de la realidad, es su política de estado. Son el cáncer de la política, aunque creo que me quedo corto

        • ap2017 dice:

          Si, pero reducirlo a una cuestion partidista, es menospreciar el problema de fondo: la idiosincrasia, la cultura del argentino. para tener un gran sector populista y fanatico, que crea idolos y proceres (maradona, todo un ejemplo de racionalidad en dubai y ferraris con el che tatuado sacandose fotos en venezuela con ese señor) y CKF peron alfonsin etc.
          Alfonsin un procer resulta ser, un tipo que fundio el kiosko al dia de firmar el contrato de alquiler el local, antes que le den la llave para colgar el cartel.

          digo, no critico a maradona en si, solo digo en suecia la admiracion se da por un señor Federer, que al mismo tiempo sienten la presion de ser correctos porque la sociedad se los demanda. Aca, por el contrario, mira lo que la gente admira como referencia.

          Vilas, con sus defectos, es un señor. Sin embargo, no genera nada al nivel de lo que generan otros como el en sociedades mas evolucionadas.

          Ojala fuera tan sencillo resumirlo a partidos politicos

        • ezeq26 dice:

          No lo reduzco a una cuestión partidaria, los gobernantes salen de la sociedad, solo describo una situación, a raíz del comentario de “Tengo la caja rota” Juancete37.-

        • Marcelo-Canalla dice:

          ap2017, sobre Alfonsín, no te olvides que venía de agarrar un gobierno de facto y que los opositores del momento le incendiaron el país. No lo defiendo porque viví esos años y económicamente fueron paupérrimos, pero creo que hoy se le reconoce por sobre todo lo que ningun político tiene, ‘honestidad’
          Ah! el señor Federer no es sueco, es suizo.

        • Bilardista dice:

          Marce, no interesa si se equivoco la nacionalidad. Entendemos todos a lo que va ap2017 con su comentario.

          Tema Alfonsin, no me gusta que lo inflen tanto: Fue un desastre, dejó el pais antes y en escombros

      • Gor2 dice:

        en serio, anda a dormir, no tenes idea de la vida, menos de política payaso mal construido, vos sos una vergüenza, inimputable diría, no podes largar tantas gansadas asi por que si.
        Anda con tu bosta tricilindrica y tomate el palo de una buena vez

      • ap2017 dice:

        juancito, no sos intelectualmente apto para opinar con el minimo nivel necesario para tener un debate sobre hechos politicos economicos, ya que tu fanatismo condiciona cada aspecto de la vida.

        lo repito, por tu condicion, no sos intelectualmente apto. salud_s

      • mercoauto dice:

        Y el Estado quedó en bancarrota en el 2014 por repartir planes y empleo publico ficticio.

      • Conductor dice:

        Juan, de qué crisis “salimos” ? Si esto ahora está peor nunca…

  12. jeanvaljean dice:

    No todos los Carlos merecen ser leídos.

  13. CAMOMAR dice:

    MMM dijo la muda y se quedó pensando…

  14. Ceesars dice:

    Ya lo dije en su momento. Nissan no queria que este tipo hablase y por eso se empeñaron tanto en que quede asilado pero no le sirvio de mucho jajaja

  15. Rodo dice:

    Me acuerdo alla por el 2003/4 cuando re lanzaron el Laguna que este charlatan hablaba que este vehiculo seria premium y estaria a la par de MB, Audi o BMW .. Este es el mismo que mato al Twingo y de un diseño exclusivo y disruptivo, lo mando al muere con un diseño anodino.. Y lo que hizo en el Mercosur, ni hablar .. destruyo el prestigio de Renault ..

  16. Supra dice:

    Buen día CC, en la primer parte de las citas dice “para competir en Brasil es presicio tener fábricas fuertes,” Es PRECISO

    Por otro lado, off de record (o como se diga) cuál es tu opinión respecto a este personaje. Que fue lo que pasó para vos? Realmente los japoneses le hicieron una cama?

    • CC dice:

      Corregido, gracias!
      Si, le hicieron una cama.
      Ghosn no es ningún santo.
      Los ejecutivos que lo denunciaron tampoco.
      (Renunciaron varios después por el mismo escándalo del que acusaron a Ghosn, meter la mano en la lata).
      A ese nivel corporativo no existen las palomas: todas águilas.

  17. Metal dice:

    COMENTARIO BORRADO
    Motivo: off-topic
    Para consultas que no tengan nada que ver con la nota: info@autoblog.com.ar

  18. TanoV12 dice:

    Si son tan buenos los libaneses porque su pais se cae a pedazos?

  19. titus dice:

    renault en su momento se la jugo en brasil un mercado esquivo para ellos, que aun lo es, aunque en menor medida. como citroen y peugeot.

  20. Radomir Antic dice:

    …….creo en Dios y en la.justicia……dijo takahara….jaja….terrible ladri…
    I así pasa en todo el mundo, los.ricos.haciendo mas dinero….

    • WALDOrobert dice:

      ahora cuando maneje en la calle y vea pasar a un “auto gusano destartalado” con patente pre 95, preguntese si tiene VTV o seguro ……. la calle donde usted transita es la misma, usted paga todo y barato no es, el de al lado solo nafta. Ghosn no puede salir del libano porque queda preso, deje a los ricos con sus problemas, que nosotros tenemos de los nuestros en cantidad

  21. smagra dice:

    Me recuerda a Bombita Rodriguez, hablando desde el exilio en Cuba

  22. Santiago205 dice:

    Cost killer es lo peor que le pasó a Renault, y sigue molestando una vez que lograron quitarselo de encima.

  23. Crucino dice:

    Podrá haberse mandado mil c…s. Pero junto a Marcchione marcaron el rumbo de la industria automotriz en este siglo

  24. LMP dice:

    No sé que va a pasar con Renault en Brasil, pero uno de los mejores vinos que probé en mi vida era de el Líbano 🍷

  25. Rush2112 dice:

    Que se cuente la historia de como rajó de Japon…
    Toyota y Honda van a comer sashimi con un vinito de Carlitos

  26. Almagro dice:

    Esta foto es para lanzar la película “Zohan 2”, con el auspicio de Dacia.

  27. HUGOMDQ dice:

    Un delincuente, sabe de autos y de industria automotriz…. pero no deja de ser un delincuente. Me encanta el Líbano.. a la noche te tomas un cafecito mirando las estrellas y los misiles pasar..

  28. Eminem28 dice:

    Dios mío, éste (**insulto**) arruinó la imágen de Renault en el Mercosur y la de Nissan globalmente y ahora anda diciendo todo como si fuera Lee Iacocca

  29. Juan Stoco dice:

    mucha politica, aflojen…

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